sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Dom Aldo Pagotto - em busca da celebração midiatica - O Poder é Ele! Então, cuida no que anda falando por aí...

Até parece!

Não bastasse Dom Aldo Pagoto ter se transformado em uma personalidade midiatica, presença constante nas colunas sociais, nos almoços e recepçoes da "elite" paraibana, ele resolveu que é pouco se posicionar politicamente, pedir voto na televisão e no rádio em horário eleitoral, Pagoto agora quer fazer com que os paraibanos fiquem em dúvida sobre os caminhos da Igreja Católica.


Uma coisa é doutrinar o fiel, outra coisa é usar de seu "poder divino", enquanto autoridade máxima da Igreja Católica na paraíba, para tomar atitudes que vão na contramão de uma Igreja que diz permirtir, em nome da democracia, a existência e o livre pensar de uma ala progressista...

Tudo bem que a Igreja pregue valores e comportamentos que não se aproximam questões da pós-modernidade, como é o caso de uso da camisinha e de outros meios contraceptivos, como é o caso do aborto, como é o caso dos direitos civis dos homossexuais e até mesmo do celibato...

Mas fazer uso dos meios de comunicaçao para tomar atitudes retaliadoras e extremamente arbitrárias como no caso do padre/deputado Luis Couto, é demais...

Tenha santa paciência....Punir publicamente, da forma como foi feita, as expressões do cidadão, é dizer entrelinhas, que O Poder sou Eu - no caso pagoto, é expressar o retrocesso ideológico da igreja católica, é ser intransigente e extremista...

Enfim...imagino que se dessem brecha para que Igreja e estado voltassem a ser a mesma coisa...Nossa, pagoto além de celebridade midiática, seria o porta-voz desses "bons custumes"que ele tanto afirmou ao se justificar de sua infeliz postura...

Então, pessoas públicas , seja qual for o setor, tem um Bispo na Paraíba que não perdoa condutas progressistas e adora flashs e visibilidade, tudo que comibina com humildade num é?!Então cuidado, uma fogueira pode está a sua espera...

como seriam as fogueiras da pós-modernidade na Paraíba tendo como autoriadade máxima da Igreja Católica Dom Aldo pagotto?

Sei não, só sei q virou uma polêmica, repercutiu nacionalmente na imprensa mas até agora não vi, nem mesmo na imprensa, uma discussão centrada no campo das idéias, da reflexão e do questionamento...

Como será que religiões como o Candomblé e o próprio catolicismo praticado fora dos dominios de pagotto refletiriam sobre essa conduta?



Enfim...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mudanças na Política, mudanças na cultura?!

Com as mudanças políticas que estão acontecendo na Paraíba desde a cassação do diploma de governador de Cássio Cunha Lima e a posse de José Maranhão, muitas conversas de ouvido e muitas especulações estão surgindo em toda a Paraíba.

Mesmo sabendo que é um mandao curto, já que em 2010 teremos novas eleições para Governador, a curiosidade é grande e o interesse é maior ainda para se saber o quanto antes os nomes que responderão pelas articulações políticas, econômica, além das novas políticas públicas para setores como educação, saúde, moradia e infra-estrutura, industria e turismo.

De longe, são quase inexpressivos os questionamentos públicos a respeito do setor cultural. Sabemos que Sales Gaudêncio assumiu a pasta de Educação e Cultura, que o artista plástico Flávio Tavares assume a sub-pasta, ou seja, a subsecretaria executiva de Cultura.

Conversando por telefone com Flávio Tavares ainda hoje pela manhã,ele me disse que ainda não vai se posicionar no sentido de dizer o que vai ser feito ou que não vai ser feito através da subsecretaria de cultura.

A intenção de Flávio Tavares, como ele me disse de forma coerente e já esperada, é se reunir com Sandolval Nóbrega - último sub-secretario do Estado - para ter conhecimento de como andam as coisas lá pela subsecretaria.

Isso significa saber quanto há em caixa, como estão os projetos contemplados pelo FIC e em que pé estão, quais as açoes previstas para este ano, entre elas a oficina do Mais Cultura em parceria com o MINC, que teve a realização adiada já 3 vezes aqui na Paraíba.

Flavio Tavares me disse ainda que espera aproximar ainda mais a Subsecretaria e a Fundação Espaço Cultural da Paraíba, órgão, que até o momento não tem nome definido para assumir a presidência - ocupada anteriormente pelo produtor cultural Antonio Alcantara.

Resta saber, não apenas do Fenart - em processo já iniciado e guardado de cadeado (sem chave a vista), mas de que forma a cultura em todo estado será pensada no sentido que este é um dos setores mais centrais no desenvolvimento da Paraíba.

O setor cultural, acredito, independente do lider político que esteja a frente no Governo do Estado, precisa urgentemente de uma equipe técnica qualificada, ciente dos conceitos mais contemporâneos de gestão cultural e que se aproxime da agenda 21 da cultura, espaço decisivio para a compreensão de toda a cadeia produtiva deste setor, e consequentemente, ótima fonte de indicadores para políticas públicas eficientes...

Gerir cultura é identificar açoes não para criação apenas de produtos culturais por parte das Instituições Públicas ou Privadas - como discos, shows, peças de teatro, exposição, mas sim oferecer a condição de qualquer cidadão de se tornar um produtor questionador e reflexivo da cultura e dos meios de comunicação...

Boa sorte a todos que vem por aí...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Um filme poema para a Ponta do Cabo Branco

Esta matéria foi publicada hoje no Jornal A União. Infelizmente não possível publicá-la na íntegra. Então, resolvi colocá-la aqui. Na foto abaixo, o diretor do filme Marcus B]Vilar e o diretor de fotografia, João Carlos Beltrão (na camera).






“Neste lugar farei o templo do meu sonho/ Com pedaços de mar/ com lembranças de corpos// Porei luzes fulgentes nos seres obscuros/E não mais saberei dos limites do mundo”.

Estes versos de Vanildo Brito são dedicados à Ponta do Cabo Branco, um dos cartões postais mais importantes da Paraíba. Essa paisagem que já foi tema de tantas expressões artísticas, ganha mais uma homenagem e reflexão, desta vez, do cinema paraibano.

Após o documentário sobre Ariano Suassuna - O Senhor do Castelo, e a ficção O Meio do Mundo, o cineasta paraibano Marcus Vilar apresenta um novo gênero em sua filmografia, o filme-poema em curta-metragem “Duas Vezes Não se Faz”, sobre a Ponta do Cabo Branco. O lançamento, aberto ao público e com entrada gratuita, acontece neste sábado (6), ás 11h no Cine Multiplex do Shopping Tambiá.

Em sua filmografia, Marcus Vilar sempre procurou abordar aspectos e tons distintos em cada um de seus filmes. Do tom árido e seco de A Canga no cariri, ao verde e colorido do Meio do Mundo no brejo, à fantasia e a descoberta do imaginário de Ariano Suassuna em O Senhor do Castelo.

Agora Vilar experimenta novos aspectos nesta nova produção, que se dedica às cores da Ponta do Cabo Branco que tanto inspirou nomes como Cátia de França, José Américo de Almeida, Hermano José, e muitos outros artistas da terra. E foi em Hermano José que Marcus Vilar encontrou o poema que dá nome ao filme.

“Na pesquisa do vídeo/filme encontrei vários poemas e crônicas não só sobre o Cabo Branco, mas falando da natureza de uma maneira geral e quando me deparei com o poema de Hermano José, um dos primeiros artistas plásticos a pintar esse monumento ecológico dos mais importantes do Brasil. Não pensei duas e foi uma das primeiras coisas que me veio a cabeça antes do roteiro ser iniciado, além de que, uma das pessoas a quem dedico o filme, é a ele. Nada mais justo”.

Esta é a primeira vez que Marcus Vilar utiliza tecnologia digital na captação de imagens, apesar de ter sido finalizado em 35 mm. “È uma experiência nova, meus projetos anteriores foram filmados em 35 mm e a qualidade ainda é insuperável. Mas devidos aos custos de realizar em película e esse trabalho ter sido gravado por etapas, o vídeo facilitou. O resultado final me agradou, mas nada como filmar em 35 mm”.

E porque fazer um filme sobre a Ponta do Cabo Branco? Diz Vilar: “A olho nu, já percebia que a barreira estava se esvaindo e quando comecei a pesquisar e ver fotos e relatórios mais detalhados sobre o local, entendi o quanto era urgente realizar um filme usando o cinema pra dar esse grito de alerta para a preservação de um dos mais importantes monumentos naturais do Brasil”.



Ao ser perguntado sobre a escolha de fazer um poema visual ao invés de uma ficção, ou mesmo um documentário, o cineasta responde afirmando que tomou essa decisão durante sua pesquisa.

“Enquanto fazia a leitura de textos de José Américo de Almeida, Luiz Augusto Crispim, Hermano José, Ascendino Leite e Vanildo Brito, escrevendo em verso e prosa o Cabo Branco, me vi diante de uma possibilidade de penetrar no universo que eu queria abordar fazendo também um poema imagético”.

A Ponta do Cabo Branco é pauta polêmica e objeto de estudo em diversas áreas científicas. Para abordá-la de forma responsável, o cineasta contou com a consultoria de diferentes técnicos, profissionais e especialistas.

“Procurei pessoas especializadas ligadas a geografia, ecologia, meio ambiente e com isso fui me inteirando tecnicamente sobre o que escolhi pra filmar, que era a Ponta do Cabo Branco. Convidei os professores Paulo Rosa, Tarcisio Cordeiro, Ligia Tavares e o critico de cinema Wills Leal para me darem as coordenadas e orientações técnicas. Com esses dados nas mãos e com os poemas e crônicas escolhidos, fui construindo o roteiro. Foi um processo natural e sem muitas dificuldades”, declara.

Apesar da consultoria técnica, Vilar observa que o filme não se pretende ser panfleto de causa alguma, antes o resultado de seu olhar enquanto cidadão. “O Cabo Branco é um símbolo mundial se falando de meio ambiente e um lugar paradisíaco”, afirma. “Não entro na questão técnica, falo de um símbolo e esse símbolo está morrendo e isso vem de muito tempo, não é de agora. A degradação vem vindo e se você tem um espaço reservado pra ser visto como um templo da ecologia, acho que esse lugar precisa ser cuidado e preservado e não por mais construções e vender terrenos”.

Falar da Ponta do Cabo Branco hoje é falar também sobre a Estação Ciência, inaugurada em 30 de julho deste ano. Ciente disso, o cineasta enfatiza: “Não sou contra a Estação Ciência, sou contra ao lugar em que foi construída. Aproveito e cito um poema que foi utilizado no filme, de José Américo de Almeida, de 1957: ‘Observei a plástica do cabo/ um monstro de cabeça verde e língua amarela estirada dentro da água.// Lambido pelos vagalhões e por lufadas corrosivas,/ vai perdendo o seu porte,/ sem nenhuma proteção.// De branco só tem o nome’.”

Para encerrar, o cineasta afirma que o filme, além de ser um grito de alerta também é um lampejo de esperança a ser despertado nas próximas gerações. “No desfecho do filme mostro crianças assistindo a uma aula no pé da barreira. Entendo que esse final é uma possibilidade de ainda acreditar que através da educação possamos ter um mundo mais humano e mais respirável”, conclui.

Com direção e roteiro de Marcus Vilar e produção de Durval Leal Filho, o filme foi realizado através da Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura de João Pessoa, (Fundo Municipal de Cultura), com Produção do Para’iwa e Ponto de Cultura, e apoio da UFPB/PRAC/COEX. No lançamento, o DVD vai estar disponível para venda.

FICHA TÉCNICA DO FILME

Direção - Marcus Vilar
Roteiro - Marcus Vilar
Produção - Durval Leal Filho
Consultoria - Ligia Tavares - Paulo Rosa - Tarcisio Cordeiro
Consultoria de roteiro - Ligia Tavares - Wills Leal
Fotografia e Câmera – João Carlos Beltrão
Som Direto – Lúcio Cesar
Edição de som – Guga S. Rocha
Montagem - Marcus Vilar - Carlos Carvalho - Durval Leal Filho
Narração - Luiz Carlos Vasconcelos
Música Original - Eli-Eri Moura

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Tragédia Midiática desliga a tv e volta ao cinema...



Cada vez mais o cinema brasileiro está investindo em não – atores ou atores de pouca experiência, geralmente de grupos de teatro comunitários das comunidades onde estão localizadas as histórias do filme.

Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund, é exemplo e uma das principais referências nesse tipo de escolha. Em Romance, Guel Arraes até brinca de forma metalingüística com isso através do personagem de Vladimir Brichta.

Em Última Parada 174, o diretor Bruno Barreto optou por um elenco cru, mas visceral. A preparação sob a responsabilidade dos irmãos Rogério e Ricardo Blat investiu numa atuação realista e flexível, levando os atores, principalmente o Michel Gomes (Sandro), a percorrer momentos tensos e carinhosos, de ironia e violência, de solidão e amor excessivo, de lealdade e traição.

Essa variação interna das personagens, mais visível no Sandro do que no Alê é o que faz o espectador se aproximar e simpatizar com o drama da história de vida desses dois jovens.

É com isso que Bruno Barreto conquista o espectador. Mesmo sendo uma história já tão explorada pela mídia e também por José Padilha, no documentário ônibus 174, através de uma obra de ficção baseada em fatos reais, o diretor manipula as sensações que ele deseja despertar na platéia. Ele amplifica ou dá opacidade ao que ele achar necessário.

Humanizando o que poderia ser mostrado apenas como mais um “bandido” ou “delinqüente”, Bruno Barreto diz a que veio: Ele quer lágrimas nos olhos dos brasileiros ao final da sessão.



O diretor também quer provocar uma “falsa” reflexão sobre a condição humana do indivíduo. Falsa porque é a condição social que está mais fortemente representada através da “tia Walquíria” – uma representação direta ao modelo de atuação no Brasil de segmentos do chamado terceiro setor.

E claro e principalmente, despertar o sentimento de pena das platéias internacionais. O filme chega às salas de cinema nacional para se fazer instrumento de “denúncia” social e “revelar” ao Brasil e muito mais ao mundo, o tipo de gente que somos. Tipo:

O Sandro sabe que Marisa que não é sua mãe, porém Sandro não revela a verdade. Mesmo desejando uma nova mãe, como se fosse uma nova chance, ele rouba seu companheiro, trai a sua confiança.

O copo como elemento de antecipação de uma tragédia humana. “A culpa é do copo que quebrou!”, diz Sandro. Essa frase traduz o filme, pois o copo é a realidade que mais uma vez se quebra para o jovem Sandro, que viu sua mãe biológica ao chão com uma faca na barriga, que viu também o copo da mãe temporária cair e não quebrar e quando ele se afasta da “segurança” de uma vida em opção, o copo se quebra novamente.



Com uma fotografia suja e bem utilizada, a câmera divide-se em diversos atos, assim como a vida de Sandro e Alessandro se divide em vários momentos, pessoais, individuais, de relação, coletividade, individualismo.

As cenas são filmadas de formas diferentes, de acordo com as emoções de cada personagem, onde encontramos desde câmeras comportadas, no tripé ou mesmo na mão, como também câmeras mais atuantes, com lentes mais angulares a exemplo da cena em que ele invade o quarto de sua “namorada”, ou quando rouba o pastor e companheiro da mãe temporária.

Nestes momentos Sandro é um “mar revolto”. A decupagem e os movimentos de câmera acompanham todas as transformações emocionais de Sandro – pois não há transformação social, apenas interior, dele com ele mesmo.

Isso pode ser encontrado em momentos tensos do filme, entre eles o que me chama mais atenção é quando Sandro acorda no ônibus 174, surpreendido pela sirene do carro de polícia, ou quando ele se descobre traído pelo amigo.

Os planos são curtos, assim como a vida do jovem que achava que não podia aprender a ler, que queria casar com uma garota de programa e que não teve coragem de dizer a verdade a seu mano Alê, em busca de uma mãe que encontrou em outro o filho perdido para tráfico.



Encontramos mais uma vez um filme brasileiro que vende uma condição social no Brasil extremamente trágico e irreversível. Algo que se alastrou por todo o país. Essa é imagem construída pelo filme de Bruno Barreto.

Assim como uma condição estereotipada do paraibano está à venda de forma equivocada em filmes como O Romance. Um texto da personagem de Marcos Nanini satiriza a Paraíba de forma cruel e isso não foi percebido pela platéia da Paraíba.

Só para resgatar a cena em questão: Ao lado de um ator paraibano, a personagem de Marco Nanini pergunta para a personagem de Andréa Beltrão se estava no roteiro a contração de um débil mental – este, é o motorista paraibano e a representação de homem nordestino no filme.

Mas parece que o cinema nacional que tem entrado em cartaz na Paraíba não conseguiu ainda construir obras livres de estereótipos, mas há exceção às regras, graças a Deus e á Estômago, de Marco Jorge.

Lembrando uma tragédia midiática

Em 12 de junho de 2000, veículos de comunicação do Brasil e do mundo acompanhavam em tempo real a trágica história de Sandro do Nascimento. A cidade era o Rio de Janeiro, em uma das áreas nobres do cartão postal brasileiro. De passageiro do ônibus 174, Sandro se transformou em seqüestrador e homem morto pelos policiais.

No filme, Bruno Barreto acompanha a história do Sandro e de Alê, jovem filho de uma ex-viciada que foi criado por um traficante. As vidas dos dois jovens são cruzadas pelo roteiro de Bráulio Mantovani (também roteirista de Cidade de Deus). Os dois sem mães, percorrem o tráfico, o vicio e todo o universo de quem não tem perspectiva de vida. A tragédia real foi mais dura do que Bruno Barreto, que ao final oferece a esperança para o espectador com um epílogo já lugar comum na sétima arte.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O ícone de Dostoiévski

O que é um ser dócil? Alguém dócil em sua vida, muitas pessoas assim, docéis...sei não, só sei que A Dócil, de Fiódor Dostoiévski, é sublime...triste, ácida, iconográfica e domesticável (até certo ponto!!!)Sim, um ícone, que custa caro e não cai bem...entre uma narrativa e uma memória, o autor russo literalmente arria uma lombra nessa novela fantástica...só lendo...valem a pena as horas dedicadas

"Ela mesma sabia que valiam quando muito dez copeques, mas pelo seu rosto eu via que para ela eram uma preciosidade - e de fato isso era tudo o que lhe tinha ficado do seu papácha e da sua mamácha..."



"O ícone da Virgem. A Virgem com o Menino, doméstico, familiar, antigo, adorno de prata banhado em ouro - digamos, vale uns seis rublos. Vejo que o ícone lhe é caro, está penhorando o ícone todo, não tira o adorno. Digo-lhe que seria melhor se ela tirasse o adorno e levasse o ícone; porque um ícone, afinal de contas, não fica bem."

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Aliança Francesa retoma atividade cineclubista...

Então, boas noticias aos cineclubistas de plantão de João Pessoa! A Aliança Francesa está retornando com seu cineclube a partir desta sexta-feira (24). Eis o email que recebi de lá:

« CINE FORUM ALIANÇA »
A Aliança Francesa de João Pessoa, com o apoio da Embaixada da França e de sua cinemateca, propõe, a partir desta sexta-feira
(24), um novo espaço dedicado ao cinema e ao documentário.

O « Cine Forum Aliança » vai possibilitar, todos os meses, o aporte de um novo olhar sobre os grandes temas e problemáticas que agitam nosso mundo através da projeção de filmes de ficção e documentários francofônicos.

O « Cine Forum Aliança» propõe uma ação participativa e abrirá um espaço de diálogo com o objetivo de compartilhar as reflexões dos espectadores após a projeção.

O primeiro ciclo focalizará o fenômeno da globalização. A globalização está no âmago das preocupações dos dirigentes e dos seus concidadãos, na maior parte dos países. Ela também afeta cada um de nós, na sua vida quotidiana, obrigando-nos a mudar nossa percepção do futuro.

Como nos lembra Patrice Barrat em seu prefácio, o debate público desempenha um papel fundamental na definição e aceitação de políticas adaptadas à nova conjuntura internacional. Por esta razão, optamos por uma abordagem pedagógica, suscetível de enriquecer a reflexão conjunta sobre a globalização.

Globalização, violência ou diálogo?
Mondialisation, violence ou dialogue? (França, 2002).
De Patrice Barrat. Cores. Duração 52’.


Após os violentos eventos de Seattle e Gênova, por ocasião das cúpulas do G8, vêm o 11 de setembro e suas repercussões mundiais. A ideologia do Bem contra o Mal, a de uma guerra entre diferentes culturas e o confronto entre religiões também se enquadram no âmbito da globalização.

Uma reflexão sobre o início do nosso século se revela indispensável, pois embora, por enquanto, as oposições entre partidários e contestadores da globalização sejam apenas verbais, não deixa de ser verdade que as visões antagonistas entre “a sociedade civil” e “os poderes instituídos” são tão generalizadas que o nosso mundo pode vir a cair na armadilha de forças que o paralisarão.

Sexta feira 24 de outubro // 19h
Aliança Francesa // Av. Ger. Bento da Gama, 396
ENTRADA LIVRE // VAGAS LIMITADAS